É um processo de autodestruição programada, controlada, como uma quimioterapia para a alma. Estou gradativamente me destruindo com (ainda) alguma esperança de que eu vá sobreviver para um dia, quem sabe, voltar a viver.
É uma desconexão total entre meu ser e meu estar e eu preciso, não sei como, consertar. Mas não existe reparo, existe demolição.
Estou me demolindo. Cada sorriso ou felicidade que vejo estampada nas fotos e videos dos outros me arranca mais um pedaço de mim. Eu não desejo a infelicidade de ninguém, pelo contrário, quero que todos sejam cada vez mais felizes.
Pessoas felizes não querem o mal de ninguém. E eu não quero o mal de ninguém, só quero viver a mesma felicidade.
Mas, para isso, eu preciso me curar. Através da destruição. Uma desconstrução que me inpede de flertar com o futuro. Eu espero, embora não enxergue, que um dia eu possa me reconstruir. E ser feliz.
Mas é só uma aposta. Talvez, cego e perdido, eu ultrapasse o ponto de retorno que, sinceramente, não sei onde fica, nem se eu já ultrapassei. Quais são as odds?
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